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terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Como montar uma empresa de biodiesel reciclado?

Saudações ecológicas!

Todo mundo já sabe que é possível reciclar óleo de fritura saturado, mas ainda não estamos acostumados com a transformação em biodiesel. Pois saiba que pode ser uma atividade lucrativa. Seguem algumas informações básicas ao interessado em entrar nesse ramo.
Microusinas
Para processar biodiesel com óleo de fritura, existem pequenas máquinas, com capacidade de cerca de 400 litros dia, e baixo custo. Sendo para uso próprio, não há burocracia, entretanto se for para comercializar, há necessidade da autorização da ANP e da Receita Federal, que para liberar a comercialização do B100, o biodiesel puro, exige o cumprimento vários itens de especificações.
Processo
O óleo é submetido a um tratamento de purificação. Um filtro retira componentes sólidos, depois é extraída a água. Vem a decantação, para separar o que ainda houver de sujeira, e a centrifugação. A umidade é inimiga número 1 do processo mais viável de produção, a transesterificação.
Se sobrar água, o óleo consegue apenas virar sabão. Para adquirir todo o maquinário para reciclagem, o investimento será de milhares de reais. O óleo limpo é vendido por centavos, então é importante ter a assessoria de profissionais para descobrir o ponto de equilíbrio do negócio.
Um litro de óleo saturado gera cerca de 800 ml de biodiesel. O óleo reciclado pode ser comercializado também para a indústria química, de cosméticos e de ração, já que utilizam óleo na composição de seus produtos. O excedente da comercialização de biocombustível pode ser usado para tudo o que for consumido na usina, incluindo o aquecimento de caldeiras, e nos veículos relacionados à sua produção.
Para quem quer experimentar o negócio com pouco investimento, uma boa dica é coletar óleo de cozinha usado. Quando se certificar que consegue um bom volume periódico, entre em contato com quem já recicla o material, assim é possível entrar no ramo, lucrando com a venda.
Este artigo não tem pretensão de substituir uma consultoria profissional. Serve apenas para esclarecer pontos básicos para empreendedores e curiosos. Este vídeo português ilustra o processo de produção do biodiesel. Veja:

Fonte: Setor Reciclagem

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Você conhece o ABC dos termos ambientais?

Saudações ecológicas!!!

Você de já deve ter ouvido falar em GEE’s, MDL, Fair Trade, aquecimento global, etc., mas será que sabe o que significa? Recebemos nos últimos dias, muitos contatos com pedidos de informações sobre termos ambientais. Então para dar aquela ajudinha, preparamos uma pequena lista com as siglas e as palavras mais populares nos e-mails que recebemos.

Continua com dúvida? Não encontrou o significado daquela palavra ou termo ambiental que precisava? Entre em contato com a gente!

Boa leitura!

Aquecimento Global – Aumento de temperatura média do Planeta Terra devido ao efeito estufa.

Aterro Sanitário – Local onde são depositados os resíduos sólidos.

Biodegradável – Todo e qualquer material que pode entrar em decomposição no meio ambiente.

Biodiversidade – Pode ser definida como a variedade existente entre os organismos vivos e as complexidades ecológicas nas quais elas ocorrem. Ela pode ser entendida como uma associação de vários componentes hierárquicos como, ecossistema, comunidade, espécies, populações e genes em uma área definida. 

Biogás - É um recurso energético renovável que deriva da decomposição de matéria orgânica. 

CONAMA – Conselho Nacional do Meio Ambiente é o órgão consultivo e deliberativo do SISNAMA.

CTR – Centro de Tratamento de Resíduos.

Ecofriendly - É termo utilizado para classificar produtos amigáveis ao meio ambiente.

 

Economia Solidária – É um jeito diferente de produzir, vender, comprar e trocar o que é preciso para viver. Sem explorar os outros, sem querer levar vantagem, sem destruir o ambiente. Cooperando, fortalecendo o grupo, cada um pensando no bem de todos e no próprio bem.

Fair Trade – Ou Comércio Justo, no Brasil, é um movimento social e uma modalidade de comércio internacional que busca o estabelecimento de preços justos, bem como de padrões sociais e ambientais equilibrados nas cadeias produtivas, promovendo o encontro de produtores responsáveis com consumidores éticos.

GEE – Gases de efeito estufa.

MDL  – Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, é um dos mecanismos de flexibilização criados pelo Protocolo de Kyoto para auxiliar o processo de redução de emissões de GEE ou de captura de carbono.

Protocolo de Kyoto - É um tratado internacional que tem como objetivo fazer com que os países desenvolvidos assumissem o compromisso de reduzir a emissão de gases que agravam o efeito estufa, para aliviar os impactos causados pelo aquecimento global.

SISNAMA – Sistema Nacional do Meio Ambiente.

P.S.: Pedimos desculpas, pois demoramos um pouquinho, mas já estamos aqui novamente com mais uma postagem. A Oi Velox por não prestar um serviço de qualidade, acabou nos deixando uma semana sem internet, mas já resolvemos o problema. Infelizmente, o Brasil ainda tem que avançar muito em relação a banda larga, enfim...


terça-feira, 21 de janeiro de 2014

2014, energia solar e falta de interesse do poder público

Saudações ecológicas!

Primeiramente queremos agradecer a todas as visitas e os contatos com feedback's que recebemos em 2013. Isso é muito importante para nós, é o que nos ajudar a produzir os conteúdos, buscar os próximos temas e determinar a periodicidade das publicações. Falando nisso, atendendo a pedidos, a partir de agora nossas postagens serão semanais. Estamos muito felizes com o carinho de todos nossos leitores.

E para abrir 2014, hoje nosso post é sobre um assunto que está dando o que falar. Energia solar e a falta de interesse do poder público. Recebemos da Aliança RECOs (Redes de Cooperação Comunitária Sem Fronteiras) uma matéria que aborda muito bem esse tema e que compartilhamos abaixo.


Por Heitor Scalambrini Costa
Professor da Universidade Federal de Pernambuco
 
Nesse ano que passou havia muita esperança de que a energia solar fotovoltaica de uso residencial pudesse deslanchar no Brasil, após a edição da Resolução Normativa (RN) no 482/2011, da Agencia Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Eu mesmo cheguei a escrever um artigo, em 19/12/2012, intitulado "A hora e a vez da geração distribuída". 



Ledo engano. Em 2013, segundo o estudo "Os brasileiros diante da microgeração de energia renovável", realizado pelo Greenpeace, em parceria com a Market Analysis, os resultados decorrentes da Resolução foram pífios. De onde se conclui que a RN 482, que deveria reduzir as barreiras e estimular a instalação de geração distribuída de pequeno porte conectada à rede elétrica, principalmente nas residências, se tornou um grande fiasco.
 
Ainda segundo o estudo citado, somente 131 sistemas domiciliares de geração fotovoltaica foram instalados em todo o Brasil. Foi em São Paulo onde se concentrou o maior numero de instalações, 22; vindo a seguir o Ceará, com 14. Em Pernambuco, apenas 4 instalações foram realizadas. Esses números são irrisórios diante das possibilidades que o país possui, principalmente devido à alta incidência de radiação solar em praticamente todo o seu território. Em contraste, a Alemanha, líder no mercado global de geração de energia solar, em 2012, contava com cerca de 1,5 milhão de produtores individuais de energia, a  partir de painéis solares fotovoltaicos.
 
Então, se temos Sol em abundância porque não aproveitá-lo mais para gerar eletricidade?
 
Identificamos como a causa principal a falta de interesse dos gestores da área energética em relação a esta importante fonte de energia. Em países que hoje utilizam consideravelmente o potencial solar, o Estado teve uma participação fundamental, alavancando a cadeia produtiva fotovoltaica. Os incentivos foram para os dois extremos da cadeia: para quem produz os equipamentos e para quem os compra. Quer reduzindo impostos, dando subsídios, criando linhas de crédito, informando a população acerca dos benefícios, quer comprando grandes quantidades para instalar em equipamentos públicos (escolas, hospitais, escritórios dos órgãos públicos, etc.). Estas ações resultaram no desenvolvimento do mercado, e na consequente redução dos preços, tornando os equipamentos mais acessíveis.
 
Outros aspectos interessantes apontados pelo estudo do Greenpeace/Market Analysis foram o baixo nível de conhecimento que a população possui sobre a Resolução da ANEEL (75% dos entrevistados não sabem nada ou pouco sabem). Mesmo com o desconhecimento, 90% dos entrevistados mostraram interesse em saber mais e, caso houvesse linhas de crédito com juros baixos, optariam por produzir sua própria energia, adotando os sistemas fotovoltaicos em suas residências. Fica claro, portanto, que o governo federal e as distribuidoras responsáveis pelas instalações nada fizeram para divulgar a Resolução e as enormes possibilidades que tem a energia solar em nosso país.
 
Sem dúvida a eletrificação de residências com sistemas fotovoltaicos tem se mostrado como uma opção tecnológica de grande importância em vários países do mundo, com programas federais e locais que incentivam e oferecem condições financeiras adequadas para que tais sistemas contribuam efetivamente para a diversificação da matriz elétrica.
 
No Brasil, estamos distantes de aproveitar nosso enorme potencial, principalmente na região nordeste, onde ao longo do ano o Sol brilha por mais de 3 mil horas. Verificam-se atualmente iniciativas pontuais de geração centralizada de energia fotovoltaica, como as instalações nas recém construídas arenas para a Copa de 2014, e a experiência bem sucedida do governo de Pernambuco, que realizou um leilão exclusivo para esta fonte energética e selecionou 6 projetos, totalizando 122,8 MWh de potencia instalada, a um preço médio de R$ 228,00/MWh. No entanto, estes são projetos de geração industrial e não de micro geração descentralizada.
 
Resumindo: no Brasil, a contribuição da eletricidade solar na matriz elétrica é desprezível, pois a falta de interesse do governo federal dificulta uma maior disseminação dessa tecnologia - madura e promissora. Entendemos ser completamente sem cabimento a falta de apoio à eletricidade solar. E a justificativa de ela ser mais cara esbarra com a experiência mundial que mostra ser o apoio do Estado necessário para desenvolver o mercado.