quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Roupas que produzem energia a partir do sol

Com painéis solares ultra-finos para guarnição e um carregador USB localizado na cintura, a roupa capta os raios solares para carregar celulares, iPods e outros dispositivos portáteis. Usando fios de algodão condutores, Abbey Rachel Liebman, estudante de vestuário eciência da fibra (FSAD) da Universidade Cornell, em Nova York, criou uma coleção de roupas capaz de produzir energia, a partir do sol. O vestuário mantém o usuário conectado onde quer que esteja.

Com painéis solares ultra-finos para guarnição e um carregador USB localizado na cintura, a roupa capta os raios solares para carregar celulares, iPods e outros dispositivos portáteis. Abbey desenvolveu o casaco, que estreou na passarela no 26º desfile anual da Liga Cornell de Design (CDL).

"Eu pensei em estar no meio do deserto e na necessidade do telefone. Como mantê-lo carregado?" disse a estudante de design. "Ele se encaixa no estilo de vida da cidade, também. Estamos sempre em movimento, e você não quer desacelerar, porque o telefone está morto." A ideia para a e-jacket, ou jaqueta eletrônica, surgiu a partir de reuniões com Juan Hinestroza, professor assistente de ciência da fibra e diretor do Laboratório de Nanotecnologia Têxtil da Universidade Cornell. A peça se baseia em tecnologias desenvolvidas na Universidade, e foram patenteadas por Hinestroza e George Malliaras, professor associado de ciência dos materiais e engenharia. As duas tecnologias utilizadas permitem que o revestimento de algodão, com uma camada modelada, precisamente padronizada, com menos de 80 nanômetros de espessura, resulte em um tecido que transmite corrente como um fio de metal.

"A tecnologia permite que o algodão permaneça flexível e confortável enquanto é eletricamente condutivo", disse Hinestroza. "As tecnologias anteriores alcançaram condutividade, mas tornaram-se fibras rígidas ou pesadas, ao contrário dos nossos fios, que são amigáveis para um processamento posterior, tais como tecelagem, costura e tricô." Como os eletrônicos vestíveis se tornaram um objetivo, Hinestroza disse que a tecnologia poderia ser incorporada em camisetas para medir a frequência cardíaca ou analisar suor, costuradas em travesseiros para monitorar os sinais do cérebro ou aplicadas para criar têxteis interativos com aquecimento e capacidade de refrigeração.

A jaqueta movida a energia solar é uma das dez peças que Abbey projetou para o desfile. Para ela, "A ciência não deveria estar longe da arte. A ideia é combinar tecnologia e moda de uma forma que seja funcional, mas seja atraente, também."

A tecnologia ainda é muito nova, e as roupas ainda são protótipos, por isso não existe previsão de lançamento. Com informações da Cornell University.


Fonte: Instituto By Brasil

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